Dr. Luciano Rotella
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Sono

Nosso Sono é, de forma objetiva, um estado comportamental gerado por atividade neuronal e se caracteriza pelo desligamento reversível da percepção do ambiente, diminuição do estado de consciência e da resposta a estímulos externos e internos.

Muito ainda falta para definir esse estado, mas sabemos que ele possibilita um conjunto de ações fisiológicas que promovem a saúde física, bem estar e qualidade de vida

Trabalhos mostram que os adultos dormem entre 5 e 9 horas, sem considerar a sua qualidade e sua saciedade. Mas sabe-se que a necessidade de Sono pode variar com a base da vida, personalidade, tipo de atividade e quadro de saúde. Crianças, estudantes, doentes, intelectuais necessitam de mais horas de sono.

A quantidade nem sempre é a mesma. Os pequenos dormidores necessitam de, no máximo, 6h30. Os indiferentes necessitam de 7 a 8 horas. Já os grandes dormidores podem dormir a partir de 8h30. Contudo a qualidade é a grande questão a ser abordada na maioria dos casos.

12% da população, em média, apresenta padrões conhecidos como matutinos: acordam bem cedo, sem sono, dispostos a realizar qualquer atividade, preferem dormir cedo. Cerca de 8% a 10% das pessoas tendem a acordar e deitar tarde e preferem desempenhar suas atividades à tarde ou à noite, períodos de pouca sonolência. São conhecidos como vespertinos.
Os demais são ditos indiferentes e possuem um padrão mais regular de Sono.

Quando percebemos sintomas de uma noite mal dormida, uma vez que o Ronco é acompanhado muitas vezes de pausas na respiração (Apnéia), devemos nos preocupar com os distúrbios respiratórios e com o aumento do risco cardiovascular provocados por eles.

Apnéias são interrupções da respiração por mais de 10 segundos. Literalmente é não respirar.

Os dois principais indicadores de que uma pessoa sofre de Apnéias Obstrutivas do Sono são o Ronco durante o sono e a excessiva sonolência diurna.

Ganho de peso
Levantar para urinar
Urinar na cama
Disfunção sexual
Depressão
Redução da memória
Déficit de atenção
Dor de cabeça pela manhã
Sono agitado
Boca seca ao acordar
Suor noturno
Pressão alta
Palpitações
Falta de ar
Irritabilidade
Problemas conjugais

Sim. Lançamos mão de toda a pluralidade da medicina. Depende da causa, da idade, da gravidade de cada caso, da aceitação e da adesão do paciente às medidas propostas. O tratamento é feito com aparelhos de Fluxo Contínuo de Ar, Aparelhos Intra-Orais, Medicação, Cirurgias Otorrinolaringológicas e Procedimentos.

A Polissonografia consiste no registro simultâneo de atividades do organismo durante a noite. Esses exames são feitos com aparelhos digitalizados, que são capazes de detectar o fluxo aéreo, o ronco captado por microfone, a posição do corpo, os movimentos do corpo e respiratórios e outras múltiplas variáveis, que permitem uma precisa análise do paciente durante a noite.

Os problemas tratados são Insônia, Apnéia, Bruxismo, Sonambulismo, Pernas Inquietas, Narcolepsia e outros Distúrbios do Sono.

O ronco é observado em até 12% em pré-púberes e em até 2% na população pediátrica. Em geral, o ronco é associado ao crescimento do tecido linfóide.

Muito raramente. Em geral, as crianças apresentam outros sintomas, como hiperatividade, agressividade, déficit de atenção e dificuldade de aprendizagem.

Em relação aos diversos sintomas que as crianças podem apresentar, temos como mais freqüentes o choro intenso e inconsolável (despertar confusional), o sonambulismo e o terror noturno (gritos, pavor, pedido de socorro). Estes distúrbios são mais freqüentes em crianças de ate dois anos.

Em geral, o bruxismo ocorre durante o sono superficial e deve ser diagnosticado com exame físico e polissonografia. Dessa forma, será também tratado corretamente.

A troca de consciência promovida pelo sono pode alterar as respostas físicas dele, levando-o a se machucar ou machucar as outras pessoas inconscientemente.

Isto se chama paralisia do sono e acontece quando nós despertamos do sono REM. Embora assustadora, a sua ocorrência é normal e acontece em até 40% das pessoas.

Apnéia do Sono central – A cessação no fluxo de ar é devido a uma falha transitória no esforço respiratório. O nervo frênico e o diafragma estão temporariamente inativos devido a uma falha intermitente nos centros de estímulo respiratório no SNC.

Apnéia do Sono obstrutiva (ASO) – Existe um esforço respiratório normal, mas uma obstrução temporária das vias aéreas superiores causa cessação intermitente do fluxo de ar.

Apnéia do sono mista – Exibe componentes de ambas as apnéias, central e obstrutiva, mas é considerada uma variante da ASO.

A ASO é o tipo mais comum de apnéia, e frequentemente envolve os cuidados otorrinolaringológicos. O tratamento da apnéia do sono mista é similar ao da ASO. A apnéia central geralmente é tratada por neurologistas e especialistas em sono.

Sim. APNEIA em crianças usualmente é devido à hipertrofia das amígdalas e adenóides. Outras causas incluem cistos nasofaríngeos, encefaloceles, atresia de coanas, desvio de septo nasal e mal-formações craniofaciais ou ortodônticas.

A pressão positiva contínua nasal sobre as vias aéreas (CPAP) é o tratamento não-cirúrgico mais efetivo da ASO. Uma máscara de ar com boa vedação é mantida sobre o nariz, fixada comum tira amarrada em torno da cabeça do paciente. A CPAP é mantida por uma máquina similar a um ventilador. Embora a CPAP nasal seja quase 100% efetiva em aliviar a ASO, é muito mal-tolerada. Mesmo quando inicialmene é bem sucedida, muitos pacientes (30% ou mais) eventualmene param de utilizá-la devido ao desconforto.

Os dispositivos retentores da língua e de posicionamento mandibular também podem ser implementados. Estes dispositivos abrem as vias aéreas mantendo a língua e/ou mandíbula para a frente durante o sono. Assim como na CPAP, o desconforto e baixa adesão ao tratamento são os principais problemas.

As modificações comportamentais, como a perda de peso a evitação de álcool e sedativos, também podem reduzir a ASO. Novamente, a adesãod o paciente ao tratamento é o principal problema.

Finalmente, tentativas tem sido feitas para alterar a posição de sono do paciente, por exemplo costurar uma bola de tênis nas costas do pijama do paciente para desestimular a dormir de costas; em geral, estas abordagens não tem sido bem-sucedidas.